quarta-feira, 28 de julho de 2010

Falar de tempo é clichê?!

Imagem 404

Por mais que você não o veja, ele está lá. Caminhando, caminhando. Rápido para alguns; alguns que não sabem degustar. Devagar para quem sabe o admirar. Tamanha sua preciosidade, que hoje eu só sinto é saudade. Tempo, tempo, vem comigo. Ande ao meu lado. Só não me deixe para trás. Pois tenho medo que você vá e eu fique. Fique na memória, fique no coração. Fique na história, fique na ilusão.
Foto: renata cabrera

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Soprando no vento

Sete e dezenove da manhã e o despertador toca ao som de Bob Dylan. “Blowing In The Wind” é a primeira canção que escuto quando me pego acordando. Todos os dias têm sido assim.
Levanto, e fixo os pés sobre o tapete de cama. Penso como foi minha noite. Há dias que acordo com vontade de abraçar o mundo e dizer o quanto estou feliz por ainda viver aqui. Por outro lado, há dias que o tapete desliza dos meus pés, fazendo com que eu quase caia bêbada de sono. E é quando isso acontece que sei a excelente noite que tive.
Minha mãe pergunta por que sete e dezenove. Não sei responder. Mas creio que lá pelos 60 anos eu deva considerar o horário algo irrelevante. Hoje, ele ainda me é precioso. E um minuto que seja, faz uma gigantesca diferença.
Acho que se Bob Dylan me chamasse as sete e vinte, não teria tanta perspicácia para ouvir sua trilha. Pronto! Agora já tenho a resposta. Ou a resposta, meu amigo, está soprando no vento.
A pasta de dente é a mesma há dias. Não tenho compartilhado o banheiro com terceiros. Desde que minha irmã mudou-se, a pasta dura o dobro de tempo. É bom! Mas ao mesmo tempo ruim; considerando que sou eu quem abre e quem termina. E com todo esse meu desleixo, detesto espremer cremes dentais.
O espelha revela a raiz do cabelo pintado, e os velhos cravos do rosto. Como eles são apegados a mim! A água da torneira é fria e a patente ainda mais. E o meu dia, que deveria começar otimista, me dá calafrio só de olhar pela fresta de janela aberta.
Tenho duas opções; ignorar as circunstâncias, ali, naquele exato momento. Ou considerá-las importantes para meu crescimento sócio-adaptativo.
Não tenho dificuldade nenhuma em me vestir rápido. Mas o sono é um empecilho.
Quando termino a higiene pessoal, dou de cara com um dos meus nove gatos. Ele olha para mim. Temo toda vez que o encaro. Ele é meu termômetro para saber a respeito de minha aparência.
O caminho até o trabalho varia conforme a pressa. Mas tento evitá-la ao máximo.
O pão e o café são servidos. Nesta hora, sou submetida às intempéries da vida. Surgem as primeiras notícias do dia, a lista do chefe e as picuinhas a serem resolvidas.
“Blowing In The Wind” é a primeira canção que escuto quando me pego acordando. Todos os dias têm sido assim.
A música é tocada pelos homens loucos, e tantas aventuras não poderiam acontecer num só dia. Contento-me em, por enquanto, vivê-los vagarosamente.
O Paraíso pode esperar já que estou apenas observando os céus. Um dia ainda pego uma estrada e saio a 140. Vou dizer "mamãe não esquenta"! Mando um postal de onde estiver e uma carta quando der.
A vida é uma viagem curta. E a resposta, meu amigo, está soprando no vento.
Foto: renata cabrera

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Caiu na rede é peixe

Interatividade, estreitamento das relações pessoais, perda de privacidade, as rede sociais, crimes na internet, exposição ilimitada... E por aí vai!
Que aqueles que estiverem cometendo gafes não se sintam ofendidos; este é um post meta crítico, nada dialético e, para encurtar adjetivos, extremamente pessoal!
Verdade seja dita, não existe absolutamente nada que se possa esconder, quando a exposição virtual fica sem limites. Um clique para descobrir quem é você, o que faz, do que gosta, com quem anda e por onde anda. Se você anda bebendo, ficando grávida, fumando escondido, namorando, frequentando lugares inadequados ou não, indo à praia, morando fora, estudando ou fazendo nada; alguém está te observando. Está te descobrindo!
Estamos caminhando para um oráculo que tudo vê, e o lamentável, as pessoas malemá se importam com isso e se deixam levar pela explosão de informação.
Hoje, quando alguém se associa a um site de relacionamento, não existe ao menos UM empecilho que barre qualquer ação fatal. Não existe nenhum dispositivo que bloqueie o uso indevido, o uso radicalizado, desapropriado ou irracional.
As pessoas fazem de suas respectivas páginas um verdadeiro tablóide de si mesmas. “Eu comendo, eu bebendo, eu na praia, eu na escola, eu e a galera” Pff! Engraçado! Você não vê ninguém triste, ninguém cagando ou usando drogas. (Vê-se noiado e desnorteado, mas jamais usando! rs). Portanto, as pessoas sabem o que é de fato errado.

O ser humano reproduz um castelo ideológico do qual ela nunca poderá realmente viver. Uma vida sadia, feliz, com pessoas “bonitas”, cheia de momentos bons e contentes. Você não vê ninguém postando fotos assim: “Álbum 21: Fim de semana em Pásargada”.
Oras, quem lá quer saber se você visitou uma cidade da antiga Pérsia que é atualmente um sítio arqueológico na província de Fars, no Irã. Sinceramente, eu até gostaria!
Mas todo mundo quer mostrar o que é finézi, que dá status e exibir o luxo. “Fim de ano em Floripa”, “Cachoeira no feriado”, “Hopi Hari”... Enfim. No fundo, está tudo uma disgraceira. Mas de disgraça já bastam os programas de jornalismo policial. E isso sim foi uma crítica! E não, ainda não sei o que posso tentar fazer para mudar. Por enquanto, só estou metendo o pau! Rsrs
Queria usar quem sabe um método grotesco. Sair caçuando e fazendo piadas com tudo o que vejo de tosco por aí. Mas fica difícil quando se tem aquela boa política. Afinal de contas fui bem instruída e pra dar a cara a bater, deve se ter muita substância. Ainda estou me arriscando.
Sem contar na falsa idéia de conhecimento; as pessoas colocam citações do Bob Marley e assinam Mahatma Gandhi. Que Deus o tenha, mas o coitado deve se revirar no túmulo quando imagina que isto possa estar acontecendo.
Marx não sobreviveria vendo suas ideías tão concretizadas com relação a sociedade e ao capitalismo. Martinho Luthero com certeza ficaria abismado ouvindo no youtube o áudio “Pregando a bibra” (aliás, se você ainda não ouviu, vale a pena!). Bob Marley não se importaria, acho que ele estaria meio ocupado para se atentar. Mas McLuhan, ahh, esse teria prazer de mostrar ao mundo como estamos, e desculpe o perdão da palavra, nos fudendo na intrenet.
Há quem diga que ela é uma verdadeira maravilha do século XXI, e eu não discordo disso. Agora mesmo, temia cair na pérola de errar o número romano. Mas graças ao google, eu fiquei isenta do papelão.
Porém, pelo que mais teremos de passar para causar menos transtorno? É tanta campanha, tanto spam, tanta baboseira que isso tudo está me causando náuseas.
Poderia pedir perdão pelos erros que também já cometi. Mas por obséquio vai, isso é só um blog com pouquíssimos leitores. E se eu não me fizer conhecida por aqui, por onde mais eu andarei? Daqui uns anos, minha profissão sem diploma dependerá exclusivamente da intrenet. Portanto, tenho de usufluir. E que Deus me polpe e me ajude a não cometer tantas mazélas e me envolver em menos fiascos.
Honestamente, não estou pedindo para que postem fotos feias, aliás isso já tem o suficiente.
Mas tenham ciência de que existem novas jurisprudências e estudos jurídicos, em torno dos crimes pitorescos na internet. E que isso não é brincadeira.
Queiram, por favor, guardar melhor suas vidas, investir de maneira saudável no seu intelecto e, não sair por aí aumentando a credibilidade de que você curte a vida adoidado. Seja, pelo menos, prudente; e garimpe melhor o conteúdo.

>>Status de hoje: Cabrera.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Buracos a rolé.

"Você conhece este lugar?"
A princípio, a cena pode estar situada em alguma sala de casa abandonada, velha ou simplesmente com goteiras.
Sim, pode ser tudo isso!




Mas esta é a sala de estudos, na parte superior, de nossa Biblioteca Pública.

PÚBLICA? Ok, só para ressaltar!

Vale lembrar da baita placa nos fundos escrito Silêncio. Oras, as gotas não ficaram um minuto quietas e quase tive de chamar a segurança. Pfff!

Mas para encurtar a conversa:

Se o Sr. Prefeito quiser mesmo fazer a diferença, começe tapando os buracos; dos pés a cabeça!

Tenho dito.

foto: renata cabrera

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Amor. Onde "diabo" se meteu ele?

Há quem diga que o amor não avisa e nem pede passagem. O amor simplesmente chega! Te pega de supetão e ainda por cima só de toalha. Ele não te dá oportunidades, dependendo das circunstâncias. Não te dá opção, dependendo do rumo que você ganha ao nascer.
Trapaceiro!
O amor não é uma escolha, é um dom! Se o sentimos, é sinal que Deus é maravilhoso conosco.
Ter a habilidade de amar é ter habilidade de também perdoar. De cuidar e se preocupar com a pessoa amada!
O amor é uma dor? O amor é um livro? Teorema? Patético? Poético?
Não falo só de amor eros, falo de AMOR. Amor fraternal. Amor filéu.
Quando amamos alguém, sentimos a falta deste alguém. Sentimos que poderíamos passar uma boa parte do nosso tempo em sua companhia.
O curioso é que podemos ver o amor em tudo que nos cerca. Na natureza, nas pessoas, no mundo e nas coisas que nele habitam.
Sim! O amor é tudo isso e muito mais.
Que lindo! ¬¬¨
O idiota que lê isso e acredita piamente nessas palavras provavelmente cresce num lar amoroso, leva uma vida cheia de alegria, boas amizades, e o pior de tudo: espera pelo verdadeiro amor.
Pff! Um príncipe encantado, loiro, forte, romântico, num cavalo branco, de crina lisa, vindo sobre um pasto verde, grama fofa, vento soprando, sol no meio do céu, azul e cheio de nuvens branquinhas que parecem algodão! UFA!
Ahh se fosse fácil assim...

Você sabia que, no mundo, ¾ das pessoas que enfrentam problemas psicológicos sofrem da falta deste “ingrediente mágico” chamado AMOR? Ai o camarada vem com aquela conversinha mole de que ama sua família. Ahhh *.* ama mesmo? Então pare de agir friamente fingindo que nada acontece, enquanto ao invés de sentar e ter uma boa conversa, você dá colégio, roupa e dinheiro. E não é o suficiente? NÃO! “Mas é tão prático”! Pois então, novidade: O AMOR NÃO É NADA PRÁTICO!
Da vida, eu sei muito pouco, mas o pouco que já vi, ando tirando conclusões extremamente negativas.
Outro dia, lendo o jornal, me deparei com uma notícia que se titulava assim: O AMOR DE GRAÇA! Comentava sobre um grupo de estudantes que fizera uma clássica campanha que tem percorrido o mundo: “free hugs” (abraço grátis).
Ora vejamos! Pra se ter idéia de como anda a nossa situação, chega a ser motivo de notícia o fato de pessoas comuns darem um pouco de amor. E de GRAÇA! Sim, TOTALMENTE E INTEIRAMENTE GRÁTIS! Pasmei!
Então quer dizer que os valores do homem, de Deus e da vida, a respeito do amor, agora têm que ser comprado?! Sim, porque se chamou tanto a atenção pelo fato de ser isento de pagamento, não seria porque hoje em dia só está á venda?!
Sabe o que eu queria mesmo? Era poder me sentir pelo menos um pouco culpada pela fome, a falta de esperança, a tristeza, e todas as demais desgraças que assombram o mundo. Mas não.
Nós, seres humanos, não tomamos nem a dor de uma criança pedindo dinheiro no semáforo; quanto menos a dor da criança chinesa. Sabem, eles são crianças! Que ainda nada fizeram para terem que se alimentar do fruto de nosso egoísmo, falta de sensibilidade e um incrível senso de julgamento.
O quanto você tem feito pela sua família? Pelos seus amigos? Pelo seu país? Pelo mundo? O quanto você tem feito para mudar a si mesmo. Você daria a cara pra bater? Ou sente muito mais satisfação em ficar aonde está. Parado!
Isso pode soar clichê. Mas a mudança realmente parte de nós mesmos.
Enquanto nos mantivermos neutros a todas as coisas absurdamente falhas que estão ao nosso derredor, nada vai mudar. Aliás, vai mudar sim. Pra pior! Se é que tem como degradar ainda mais.
Que isso um dia respingue no meu rosto se eu vier a cair em contradição, mas quero informar para mudar. Construir! Revolucionar!
E isso, não tem que ser bonito de ler ou falar: TEM QUE SE TORNAR REAL. UM ESTILO DE VIDA!
Vai aí uma dica de música com temática baseada na discussão deste post.
Coloquei essa dica via YouTube mesmo, porque desde que ativei esse aplicativo pra tocar música no blog, nunca consegui trocar de faixa! (Y)
Se alguém souber, por favor entre em contato.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Desobrigatoriedade do diploma

“Saímos de uma categoria e passamos a ser um amontuado”
Amontuado que sempre fez diferença em diversas épocas do Brasil e continuará fazendo. Se o diploma nos prevê a capacidade ética, moral, prática e de conhecimento que nos tornará um dia, grandes jornalistas, então este tal de diploma deve ser mesmo importante.
O coitado já começou numa fase difícil. Em que o povo tinha que ficar calado. Tinha que dormir engasgado. Nada mais é como antes. Essa coisa de liberdade de expressão ta na moda. E demorou pra alguém cortar o nosso barato.
Se não precisa mais estudar, se dedicar e empreender-se a uma jornada chamada universidade, então estamos mesmo no país tropical. Onde tudo pode acontecer! Vai ver é o calor que deixa todo mundo meio perturbado das idéias. Justiça? Não! Igualdade? Não? Vingança? SIM!
Pare pra pensar, quem no país, mais mete a boca no governo? Quem dá a cara pra bater quando o assunto é mensalão, dossiê, caixa dois e o baralho...??? Pra que polpar uma classe inteira de trabalhadores dedicados a transmitir informação séria e de alta credibilidade?
“Vamo mete pal”!
De agora em diante qualquer cidadão que saiba soletrar B-R-A-S-I-L pode ter aquela coluninha na folha da cidade. Vá e cadastre-se agora, antes que alguém também corte o seu barato! Triste? Assombroso? Definitivo? Não para aqueles que nunca se calaram neste país.
Colocamos, mantemos e tiramos qualquer um do poder!
E pode ser lamentável para uma profissão perder uma coisa dessas.
Mas não para profissionais brilhantes e que sempre concretizaram seu trabalho com louvor.
Se você é contra a decisão do STF sobre a desobrigatoriedade do diploma para jornalistas, apóie esta idéia. E já que agora todo mundo pode escrever mesmo, crie um texto expondo seus argumentos e não fique de boca fechada!
Diploma já! Uma única formiga não move nada, mas um formigueiro unido move montanhas; montanhas de terra.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

1º de Maio

(Rebobinando)
- Ex-bbb leva tombo na passarela e ainda sai com classe;
- Ronaldo é sucesso no Corinthians;
- Palmeiras garante a vaga;
- Explosão da gripe suína e primeira vítima nos EUA;
- blá blá blá...
1º de Maio, primeiro dia do mês. O dinheiro da pensão cai na poupança, início da saga para pagar as contas, término do mês de abril, mês das mães, mês do aniversário da irmã... De alguns amigos e sim: O DIA DO TRABALHADOR!
A história do dia do trabalhador remonta no ano de 1886, quando os EUA passa por uma forte industrialização. Milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Neste mesmo dia ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores.
Relataram conflitos entre policias e proletariado incluindo mortes. Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores. Então, em homenagem criou-se o dia do trabalhador.
No Brasil, existem fatos importantes relacionados ao 1º de maio.
Em 1º de maio de 1940, por exemplo, o presidente Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo. Este DEVERIA suprir as necessidades básicas de uma família (moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer).
Em 1º de maio de 1941 foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, as relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.
Resumindo: é um dia de comemoração, protestos, reivindicações e principalmente instituído no Brasil, em 1925, como feriado nacional \0/
E como boa brasileira que sou, malandra que só, faço desse dia um dia de churrasco, festa, descanso, TV, cerveja, guaraná, filme, livros...
Mas, voltando ao tema: não é hilária a forma como comemoramos o dia do trabalhador? Não temos quem cumprimentar “Ahh, feliz dia do trabalhador”! Considerando que é feriado e todos os seus colegas de trabalho estão no aconchego do lar. Não é realizado nenhum evento coletivo destinado ao trabalhador, pelo menos até onde eu sei; Não ganha presente! Não tem cartão nenhum escrito “Feliz dia do trabalhador”! Portanto, se você quiser enviar um, você mesmo tem que confeccionar. Não se vê muitas opções abertas para passeio, não ganha desconto por ser trabalhador e não se trabalha! Não se trabalha?!
Sim, não se trabalha no dia do trabalhador! Quer dizer, o indivíduo passa o inteiro trabalhando como um condenado e justo do seu dia, aquele dia especial, aquela data comemorativa... ELE NÃO VAI TRABALHAR ¬¬¨
Não ganha sequer um abraço do chefinho! Jóia!
Se você, brasileiro, cansado de toda essa ladainha de dia do trabalhador, feriado, festa, salário mínimo, direito do trabalhador e o caramba...
Faça como eu neste dia: faça o que quiser. Ou simplesmente não faça nada! O mundo inteiro está com você nessa! Afinal, o dia do trabalhador, é uma data universal : D