terça-feira, 14 de setembro de 2010

Cobertura Colaborativa

Estarei ausente e sem atuação aqui no blog por algum tempo; mas pra quem acompanha pode seguir no DemoSul. Logo mais escreverei alguns devaneios sobre a participação neste expansivo projeto de CoberturaColaborativa.

Por enquanto, é isso. Sem mais.

Obrigada!

sábado, 14 de agosto de 2010

Tenho dito

Não dá pra pensar nela enquanto não está próxima. A gente pensa, claro! Mas não imagina que ela possa ranger tanto feita porta velha.
Ela chega silenciosa. Ela é sutil. Ela não trabalha muito, mas age com movimentos rápidos pra poupar tempo. Se demorar, dói mais.
De certa forma, a gente não a espera, mas aguarda. Sabe que uma hora vem.
Quando chega, ela gentilmente detona tudo feito bala de canhão. Dilacera tudo quanto é parte da gente. Abocanha a vítima e bravamente faz seu serviço. Quando ela vai, leva a presa junto. E não deixa nada pra gente se apoiar. Só o choro. Só a mágoa. Só a dor. Só a tristeza.
Em certos pontos a exatidão é a melhor saída. Nem rígida ou ríspida apenas franca. E isso ela é. A maldita é coisa ruim mesmo. Porque se ao menos ela enviasse uma carta, a gente fazia o máximo pra não errar muito. Mal educada. Ingrata. Veste o melhor traje, pega seu conhaque e sai de casa pra ferir. Pra pesar. Pra ferozmente matar.
Mas ela é uma velha senhora que anda mundo a fora. E tem muito serviço. Só não a queria ver tão cedo por aqui.
Pena que não dá pra escolher hora nem dia.
E essa noite ela apareceu. Rodeou a semana toda. Podia sentir seu perfume barato.
E a senhora, minha gente, a senhora é a morte. Velha caída.
Aí hoje amanheceu, olhei pra ela, encarando mesmo e não falei nada. Não deu coragem. Ela me convenceu. Infelizmente.
Eu já tinha chorado antes (...) então hoje eu só pensei. E pensei que ele costumava ser um cachorro robusto.
Meu Duki morreu. Mas pelo menos a senhora permitiu que eu me despedisse. O amava. Tenho dito.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ele costumava ser um cachorro robusto

Russo, meu husky siberiano sempre se manteve forte. Raramente tinha qualquer complicação estomacal e quando voltava do banho, delirava um pouco. Mas só um pouco. Acho que era por conta da dosagem de calmante. Ele é bastante temperamental.
Atrasei-me no trabalho hoje. Vim da clínica veterinária onde meu companheiro está internado há uma semana. Ele é um robusto cachorro.
Todavia, seus antigos olhos verdes agora estão amarelados por conta da infecção no fígado. Sua pelagem bicolor foi cercada pelas hemorragias e já não dá mais pra identificar o que é pelo do que é pele.
Sua estrutura e porte foram detonados pelos coquetéis. Suas patas estão peladas. Seu focinho quente. Seus órgãos estão degenerando paulatinamente. Já não controla a urina. Os rins funcionam com intensa dificuldade.
Huskys não choram. Eles uivam. Feito lobos. E hoje, ele chorou. Talvez por sentir-se fraco, por medo, ou pelas dores renais. Chorei com ele. O abracei e disse que em dez anos ele foi o bicho mais gente que eu conheci. Quando o deixei na gaiola ferroada, ele deu aquela encarada de canto de olho e, não sei (...) mas acho que foi a última. Ah, que tristeza. Que tristeza.
Ele costumava ser um cachorro robusto!
Talvez ele reaja, mas é mais provável que não. enfim, quis compartilhar.
foto: renata cabrera

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Próximo post, argumentarei, eu acho!

Primeiramente, gostaria de colocar aqui, que de maneira alguma sou comunista, e muito menos anarquista. Não sou centrista e não tenho partido. Minha intenção aqui é falar. Digo escrever, o que me interessa. Assim como tenho dever de voto, tenho o direito da tal "liberdade de expressão" HÁ HÁ e considerando minha circunstâncias de estudantes: PERMITA-ME FALAR ABÓBRINHAS, ainda que isso cause pânico aos leigos e rejeição por parte do bom entendedor.
Cá estive eu pensando em eleições 2010. SIM, eleições (...) Eu e mais uma amontoado de gente que estava em minha volta no busão.
Época de inauguração dos comitês, flags de tucano espalhadas pelo centro, e um montaréu de gente desempregada apelando para free-lance de comício.
É divertido pensar que época de eleição causa tanto tumulto e tanta proporção entre os civis.
Lembro-me que na escola, época de eleição era quando agente ganhava 325781 de adesivos dos candidatos e usava para montar uma bola show ¹, ganhava canetas ², participávamos de simulação de debates - chateante! - e aos mais sujeitos das crianças capetas e sem educação ³, tomavam um adesivo nas costas.
Enfim, (voltando...)... Todo esse alvoroço deixa a maioria bastante vulnerável na hora de votar, e inclusive, na hora de pensar qual candidato se encaixa melhor no que queremos para o país. Obviamente, boa parte da população não está muito preocupada com o que lê, com o que assiste e certamente, em quem vai realmente contribuir com o desenvolvimento do país. E não dá pra culpar a massa!
Além disso, os tempos são outros e esta não é uma fase das melhores em termos de formação de opinião. Mas, meu apelo aqui é não está ligado ao fato de tomar partido por algum candidato, e muito menos influenciar os demais indivíduos.
A bem da verdade, nem sei se posso chamar isso de apelo. PFF!
De qualquer forma, façamos uma reflexão acerca das notícias, da transmissão de campanhas políticas e principalmente sobre as fontes das quais nos fornecem as informações.
Não dá pra mudar muita coisa, aliás, quase nada! Todavia, nossa contribuição deve ser no mínimo, criteriosa!
MAS BÁH CHEGA.
Próximo post, argumentarei, eu acho!

Nota de rodapé:
¹ oras, quem nunca bolou uma dessas, não sabe o tamanho do entretenimento
² coisa que era escassa no meu estojo
³ hoje, ação de bulling e criança hiperativa

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Falar de tempo é clichê?!

Imagem 404

Por mais que você não o veja, ele está lá. Caminhando, caminhando. Rápido para alguns; alguns que não sabem degustar. Devagar para quem sabe o admirar. Tamanha sua preciosidade, que hoje eu só sinto é saudade. Tempo, tempo, vem comigo. Ande ao meu lado. Só não me deixe para trás. Pois tenho medo que você vá e eu fique. Fique na memória, fique no coração. Fique na história, fique na ilusão.
Foto: renata cabrera

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Soprando no vento

Sete e dezenove da manhã e o despertador toca ao som de Bob Dylan. “Blowing In The Wind” é a primeira canção que escuto quando me pego acordando. Todos os dias têm sido assim.
Levanto, e fixo os pés sobre o tapete de cama. Penso como foi minha noite. Há dias que acordo com vontade de abraçar o mundo e dizer o quanto estou feliz por ainda viver aqui. Por outro lado, há dias que o tapete desliza dos meus pés, fazendo com que eu quase caia bêbada de sono. E é quando isso acontece que sei a excelente noite que tive.
Minha mãe pergunta por que sete e dezenove. Não sei responder. Mas creio que lá pelos 60 anos eu deva considerar o horário algo irrelevante. Hoje, ele ainda me é precioso. E um minuto que seja, faz uma gigantesca diferença.
Acho que se Bob Dylan me chamasse as sete e vinte, não teria tanta perspicácia para ouvir sua trilha. Pronto! Agora já tenho a resposta. Ou a resposta, meu amigo, está soprando no vento.
A pasta de dente é a mesma há dias. Não tenho compartilhado o banheiro com terceiros. Desde que minha irmã mudou-se, a pasta dura o dobro de tempo. É bom! Mas ao mesmo tempo ruim; considerando que sou eu quem abre e quem termina. E com todo esse meu desleixo, detesto espremer cremes dentais.
O espelha revela a raiz do cabelo pintado, e os velhos cravos do rosto. Como eles são apegados a mim! A água da torneira é fria e a patente ainda mais. E o meu dia, que deveria começar otimista, me dá calafrio só de olhar pela fresta de janela aberta.
Tenho duas opções; ignorar as circunstâncias, ali, naquele exato momento. Ou considerá-las importantes para meu crescimento sócio-adaptativo.
Não tenho dificuldade nenhuma em me vestir rápido. Mas o sono é um empecilho.
Quando termino a higiene pessoal, dou de cara com um dos meus nove gatos. Ele olha para mim. Temo toda vez que o encaro. Ele é meu termômetro para saber a respeito de minha aparência.
O caminho até o trabalho varia conforme a pressa. Mas tento evitá-la ao máximo.
O pão e o café são servidos. Nesta hora, sou submetida às intempéries da vida. Surgem as primeiras notícias do dia, a lista do chefe e as picuinhas a serem resolvidas.
“Blowing In The Wind” é a primeira canção que escuto quando me pego acordando. Todos os dias têm sido assim.
A música é tocada pelos homens loucos, e tantas aventuras não poderiam acontecer num só dia. Contento-me em, por enquanto, vivê-los vagarosamente.
O Paraíso pode esperar já que estou apenas observando os céus. Um dia ainda pego uma estrada e saio a 140. Vou dizer "mamãe não esquenta"! Mando um postal de onde estiver e uma carta quando der.
A vida é uma viagem curta. E a resposta, meu amigo, está soprando no vento.
Foto: renata cabrera

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Caiu na rede é peixe

Interatividade, estreitamento das relações pessoais, perda de privacidade, as rede sociais, crimes na internet, exposição ilimitada... E por aí vai!
Que aqueles que estiverem cometendo gafes não se sintam ofendidos; este é um post meta crítico, nada dialético e, para encurtar adjetivos, extremamente pessoal!
Verdade seja dita, não existe absolutamente nada que se possa esconder, quando a exposição virtual fica sem limites. Um clique para descobrir quem é você, o que faz, do que gosta, com quem anda e por onde anda. Se você anda bebendo, ficando grávida, fumando escondido, namorando, frequentando lugares inadequados ou não, indo à praia, morando fora, estudando ou fazendo nada; alguém está te observando. Está te descobrindo!
Estamos caminhando para um oráculo que tudo vê, e o lamentável, as pessoas malemá se importam com isso e se deixam levar pela explosão de informação.
Hoje, quando alguém se associa a um site de relacionamento, não existe ao menos UM empecilho que barre qualquer ação fatal. Não existe nenhum dispositivo que bloqueie o uso indevido, o uso radicalizado, desapropriado ou irracional.
As pessoas fazem de suas respectivas páginas um verdadeiro tablóide de si mesmas. “Eu comendo, eu bebendo, eu na praia, eu na escola, eu e a galera” Pff! Engraçado! Você não vê ninguém triste, ninguém cagando ou usando drogas. (Vê-se noiado e desnorteado, mas jamais usando! rs). Portanto, as pessoas sabem o que é de fato errado.

O ser humano reproduz um castelo ideológico do qual ela nunca poderá realmente viver. Uma vida sadia, feliz, com pessoas “bonitas”, cheia de momentos bons e contentes. Você não vê ninguém postando fotos assim: “Álbum 21: Fim de semana em Pásargada”.
Oras, quem lá quer saber se você visitou uma cidade da antiga Pérsia que é atualmente um sítio arqueológico na província de Fars, no Irã. Sinceramente, eu até gostaria!
Mas todo mundo quer mostrar o que é finézi, que dá status e exibir o luxo. “Fim de ano em Floripa”, “Cachoeira no feriado”, “Hopi Hari”... Enfim. No fundo, está tudo uma disgraceira. Mas de disgraça já bastam os programas de jornalismo policial. E isso sim foi uma crítica! E não, ainda não sei o que posso tentar fazer para mudar. Por enquanto, só estou metendo o pau! Rsrs
Queria usar quem sabe um método grotesco. Sair caçuando e fazendo piadas com tudo o que vejo de tosco por aí. Mas fica difícil quando se tem aquela boa política. Afinal de contas fui bem instruída e pra dar a cara a bater, deve se ter muita substância. Ainda estou me arriscando.
Sem contar na falsa idéia de conhecimento; as pessoas colocam citações do Bob Marley e assinam Mahatma Gandhi. Que Deus o tenha, mas o coitado deve se revirar no túmulo quando imagina que isto possa estar acontecendo.
Marx não sobreviveria vendo suas ideías tão concretizadas com relação a sociedade e ao capitalismo. Martinho Luthero com certeza ficaria abismado ouvindo no youtube o áudio “Pregando a bibra” (aliás, se você ainda não ouviu, vale a pena!). Bob Marley não se importaria, acho que ele estaria meio ocupado para se atentar. Mas McLuhan, ahh, esse teria prazer de mostrar ao mundo como estamos, e desculpe o perdão da palavra, nos fudendo na intrenet.
Há quem diga que ela é uma verdadeira maravilha do século XXI, e eu não discordo disso. Agora mesmo, temia cair na pérola de errar o número romano. Mas graças ao google, eu fiquei isenta do papelão.
Porém, pelo que mais teremos de passar para causar menos transtorno? É tanta campanha, tanto spam, tanta baboseira que isso tudo está me causando náuseas.
Poderia pedir perdão pelos erros que também já cometi. Mas por obséquio vai, isso é só um blog com pouquíssimos leitores. E se eu não me fizer conhecida por aqui, por onde mais eu andarei? Daqui uns anos, minha profissão sem diploma dependerá exclusivamente da intrenet. Portanto, tenho de usufluir. E que Deus me polpe e me ajude a não cometer tantas mazélas e me envolver em menos fiascos.
Honestamente, não estou pedindo para que postem fotos feias, aliás isso já tem o suficiente.
Mas tenham ciência de que existem novas jurisprudências e estudos jurídicos, em torno dos crimes pitorescos na internet. E que isso não é brincadeira.
Queiram, por favor, guardar melhor suas vidas, investir de maneira saudável no seu intelecto e, não sair por aí aumentando a credibilidade de que você curte a vida adoidado. Seja, pelo menos, prudente; e garimpe melhor o conteúdo.

>>Status de hoje: Cabrera.