Não traria vocês aqui, meus caros amantes e jóias tão brilhantes que afetuosamente me agradam e nas pétalas das palavras me arranham com os espinhos dos sentimentos vãos.
Até antes de ontem o que eu mais sabia era dizer não a tudo o que me parecesse desorganizado demais ou sem um mínimo de orientação. Mas hoje essa mania só virou água de março. Se esvaiu e se foi com ela também o risco de não obedecer a razão.
Tanto que para maiores dúvidas criei um zero oitocentos blindado com portinha de vidro e bordas de alumínio. "Quebre em caso de incêndio", mas por favor não me ligue pra falar de que lado a coisa explodiu.
Não contaria para mais de uma dúzia de pessoas que desde o dia que pronunciei um certo nome numa frase que não lhe caberia citar, percebi também que na ausência das emoções perenes você transbordou o efêmero e causou em mim o efeito de um remédio para congestão.
Desde então vivo vomitando sua alcunha por aí, e quando não, estou trocando miudezas ou diálogos colossais com a próxima pessoa da fila. Totalmente desinteressada.
Do amor? Larguei mão, não. Só não sei mais é lidar com essa coisa que chamam de paixão. Decidi aprender e daqui não saio. Adiante, não tem mais freio e nem segunda. Largo você na esquina, com o velocímetro marcando 120km/h.
Proteja a cabeça. E eu, de preferência o coração.
Proteja a cabeça. E eu, de preferência o coração.
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